O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,20, e a bolsa de valores de São Paulo encerrou o primeiro pregão de julho em queda. Os mercados brasileiros foram pressionados principalmente pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos States Unidos , fator que fortaleceu a moeda norte-americana e reduziu o apetite por ativos de risco.
News relacionadas: EUA sancionam brasileiros e empresas alegando vínculo com PCC. Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026. Com alívio da guerra, Petrobras reduz preço do querosene de aviação . No cenário doméstico, investidores também acompanharam indicadores econômicos e notícias sobre o cenário eleitoral em 2026.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (1º) com alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209. Durante o dia, a moeda chegou à máxima de R$ 5,219, depois de abrir próxima da estabilidade. A moeda estadunidense está no maior nível desde 30 de março, quando fechou vendida a R$ 5,24 . No acumulado do ano, porém, acumula queda de 5,08%.
O principal fator para a valorização da moeda foi o cenário externo. Investidores seguem ajustando posições diante da possibilidade de o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos States Unidos, manter uma postura cautelosa antes de iniciar um ciclo de redução dos juros.
Taxas elevadas tornam os títulos do Tesouro norte-americano mais atrativos, aumentando a demanda pelo dólar e reduzindo o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil. Dados divulgados nesta quarta mostraram que o setor privado dos States Unidos criou 98 mil empregos em junho.
O mercado agora aguarda o relatório oficial de emprego, o payroll , que será divulgado na quinta-feira (2) e pode influenciar os próximos passos da política monetária americana.
No mercado doméstico, operadores também acompanharam a divulgação de pesquisas eleitorais e a notícia de que Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher, fatos que adicionaram cautela aos negócios .
Bolsa recua O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,20%, aos 171.688 pontos , após oscilar entre perdas superiores a 1% e uma breve alta durante a tarde. Foi o primeiro pregão do segundo semestre, período em que investidores costumam promover ajustes em suas carteiras, aumentando a volatilidade.
O índice também refletiu a expectativa em torno da política monetária dos States Unidos, que reduz o interesse de investidores estrangeiros por ativos de risco. Em junho, o saldo líquido dos investimentos externos na B3 ficou negativo em R$ 8,7 bilhões, mantendo a tendência observada desde abril.
Entre os destaques do dia, ações de bancos encerraram sem direção única, enquanto os papéis de petroleiras oscilaram em meio à queda do petróleo no mercado internacional. As ações de mineradoras terminaram próximas da estabilidade.
Mercado atento Além do mercado de trabalho estadunidense, investidores acompanharam declarações de dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu (BCE), que evitaram sinalizar quando poderá ocorrer uma redução dos juros.
No Brasil, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país ficou positivo em US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, dado que teve impacto limitado sobre os mercados.
A expectativa é que os próximos indicadores da economia norte-americana definam o comportamento dos juros nos States Unidos, fator considerado a principal baliza para o câmbio, a bolsa e o fluxo de investimentos para mercados emergentes nas próximas semanas. *com informações da Reuters.
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Fonte: Agência Brasil
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