O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), localizado na Praça Marechal Âncora, 95, no Corredor Cultural do Rio de Janeiro, recebe a partir das 18h desta terça-feira (30) a exposição inédita Vida Reinventada - A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro, cuja concepção é da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade.

A mostra gratuita ficará aberta ao público de 1º de julho até abril de 2027, com funcionamento de terça-feira a sábado, das 10h às 17h . Visitas em grupo podem ser agendadas pelo telefone (21) 2240-5318.

A exposição conta com recursos de acessibilidade e com equipe de educadores, incluindo profissionais capacitados em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e atendimento em inglês. News relacionadas: Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil. Saúde envia 2,2 milhões de doses da vacina de covid-19 aos estados.

Lei define 12 de março Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O diretor artístico da exposição, Adrén Alves, disse à Agência Brasil que o público terá, na mostra, uma lembrança do que foi o período pandêmico mas, ao mesmo tempo, receberá uma mensagem positiva para o futuro.

“A nossa mensagem é "poderia ter sido diferente" e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado”, afirmou Adrés Alves. A pandemia de covid-19 foi a maior crise sanitária global do século 21. A expografia e cenografia da exposição são de André Cortês, considerado um dos maiores cenógrafos brasileiros.

A exposição apresenta documentos, relatos, instalações, testemunhos, vídeos e minidocumentários feitos por vários cientistas que participaram também da curadoria, junto com Nísia Trindade. André Cortês destacou que “a criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar.

Durante a pandemia, muitas redes humanas foram criadas”. Homenagens A ciência é a grande protagonista da exposição.

Segundo Adrés Alves, a mostra constitui grande homenagem às vítimas da covid-19, aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que deram suas vidas para salvar os doentes, uma homenagem à vacina e à ciência e também às mulheres que estiveram na linha de frente de combate à doença .

“E, antes de tudo, é um grito de esperança para dizer que não vamos repetir os mesmos erros do passado para evitar que venham outras pandemias. E, se vierem, que a gente esteja mais preparado”. De acordo com os organizadores, as palavras memória, justiça e reparação definem a exposição.

Por meio de experiência sensorial e documental, a mostra propõe uma travessia coletiva pelas respostas dadas pela sociedade à pandemia, com o objetivo de promover uma reflexão profunda sobre aquele período no país.

Para Nísia Trindade, primeira mulher a ocupar os cargos de presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de ministra da Saúde do Brasil, tudo poderia ter sido diferente . “Reinventar a vida implica também transformar o futuro”.

Por isso, afirmou que a exposição busca dar ênfase à dimensão subjetiva e, ao mesmo tempo, “entender a dimensão política de todo o processo e a luta por prevenir, preparar e responder de forma coletiva e adequada a futuras emergências em saúde”. Outras ações Três ações complementares serão realizadas paralelamente à exposição, no Rio de Janeiro e em Niterói.

“A exposição sai do museu”, definiu o diretor artístico da mostra. Entre as ações estão previstas rodas de leitura promovidas em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) para os dias 6 de julho, 3 de agosto e 8 de setembro.

Essas rodas abordarão registros históricos de crises sanitárias, reflexões artísticas e literárias produzidas no contexto da pandemia, além de obras e publicações relacionadas às ciências biomédicas e sociais. A ideia é ampliar o alcance cultural, científico e educativo do projeto.

Haverá ainda um ciclo de seminários presenciais, com transmissão online , em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), dedicado às reflexões sobre os impactos sociais, científicos e humanos da pandemia. A programação dos encontros será desenvolvida pela SBPC.

A exposição integrará também a programação cultural da Reunião Anual da SBPC, que será realizada de 26 de julho a 1º de agosto deste ano em Niterói, ampliando o diálogo entre ciência, cultura e memória.

A terceira ação é uma mostra de filmes, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) entre os dias 5 e 9 de agosto, reunindo documentários, ficções e curtas-metragens produzidos durante a pandemia, que apresentarão diferentes perspectivas sobre os impactos sociais, políticos e humanos da doença.

A programação contará ainda com debates entre realizadores, pesquisadores, profissionais da saúde e convidados.

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Fonte: Agência Brasil